Eram entediantes as férias do último ano da faculdade. Sem um tostão no bolso, poucos dias pra se desligar e voltar aos estágios, provas, supervisão, tcc... Energia adolescente exalando por cada poro da pele sedenta por dor. A internet era o único lugar seguro praquela mente kinky e eram horas e mais horas despejando pulsões incompreensíveis pra qualquer um ao redor. Redes talvez sociais seriam a saída.
Habitualmente, mais uma das Dommes enjoadas de sub chato
reclamou – "to de saco cheio, não quero papinho, vocês não cumprem nada do que
falam..."
- Ué? Quem disse? Eu cumpro.
- Então vem.
Eu não sabia onde era, nem detalhes. Era alguém que
conversava a algum tempo e todo o aspecto relacionado a segurança eu não tenho
certeza. Sei que fui. Não façam isso.
Viajei bastante e cheguei.
- Vou te buscar, você só abaixa a cabeça e entra no porta
malas.
Ela e uma moça, talvez familiares (não sei se irmã, tia prima...).
Amarraram mãos, tornozelos, fui, porta mala, bla bla bla. Já de pau duro.
Chegamos no prédio, desamarraram, “aja normalmente, cabeça
baixa”.
Chegamos no ap “aqui dentro é só de quatro”. Já veio golpes
de cinta de tudo que era lado. Eu só gemia de dor, prazer e cansaço da viagem.
Passei uns quatro dias la dentro, tinha um quarto com
banheiro pra eu me recompor as vezes. Cozinhei pra elas, limpei a casa, comia
embaixo da mesa num pote, só o que elas me davam.
Muita podolatria, calçados, e até carinho as vezes, quando
eu tava com um pouco de medo. (Eu não sabia nem o nome delas).
Elas sempre me faziam questão de lembrar: “olhando pra baixo”, até mesmo enquanto eu fazia oral.
Lembro pouco até do rosto delas.
Elas conheciam meu perfil na internet a alguns anos, observávamos
postagens uns dos outros, e acho que isso fez com que eu me dispusesse a esse “risco
calculado”. Delicioso risco calculado.
Uma noite dormi amarrado e amordaçado embaixo da cama, e
algo aconteceu la em cima, não lembro exatamente, mas era com outro homem. Pela
manhã acordei com meu pau explodindo, tal como nos dois ou três dias
anteriores. Quase sempre amarrado ou fazendo o que elas mandavam e em nenhum
momento me toquei. Uma delas soltou meus braços que estavam amarrados no estribo
da cama por baixo, quase amortecidos já. Tirou minha mordaça e falou “sai”. Rastejei
pra fora da cama, tremendo de tezão (de dois dias kkk). Eu literalmente
tremia.
Não lembro exatamente como, se foram só os pés delas, mãos
também, ou sei la o que, sei que elas me fizeram gozar muito.
Uma delas colocou uma sapatilha na frente do meu pau enquanto
eu gozava. Fez eu gozar dentro e depois calçou - “Se veste, vamos te levar para a rodoviária”.
Fui deitado no banco de trás, por algum motivo que eu não
sei. “Não olha pro nosso rosto”.
Pararam o carro – “Sai”.
Fui pra rodoviária, cheguei em casa, voltei pro computador –
um dia normal.
Agora boa sorte em tentar explicar isso pra alguém. Nunca contei.
Estranhamente não senti medo, não muito. Até hoje não sei o
nome delas, apenas lembro do nick de uma delas naquela rede social e seu perfil
continua abandonado até hoje depois daquele dia. Seguidamente pergunto pras
pessoas da cena se a conhecem, uma vez um rapaz falou que conhecia, mas após eu
insistir muito ele disse não poder me dizer o nome real daquela pessoa, nem
quem era e nem contato algum.
Não sei se isso deixa tudo mais gostoso, mas que não foi
sonho tenho certeza, fiquei uma semana com marcas no corpo.
Acredito que o fato de ter perfil ativo e postando (na época), me passou confiança. E vice versa.
Foi bom. Foi real.